Redação | Mídia Oficial | Foto: Divulgação
Em 2024, o Brasil registrou a impressionante marca de 121 milhões de pessoas frequentando as salas de cinema
Segundo dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), o setor cinematográfico brasileiro alcançou um marco significativo com o recorde de 3.509 salas de cinema em funcionamento no país. Este número representa um aumento de 31 salas em comparação com 2019, ano anterior à pandemia de covid-19, mostrando uma recuperação e crescimento do setor.
Esse aumento no público é um indicativo do retorno dos espectadores às telonas, refletindo uma crescente demanda por experiências cinematográficas. Esse crescimento reflete um compromisso com a descentralização do acesso ao audiovisual e a inclusão cultural, com soluções de acessibilidade, alcançando pessoas com deficiência visual e auditiva.
As cidades de Monte Carmelo e Ponte Nova, em Minas Gerais, e Miracema, no Rio de Janeiro, ganharam suas primeiras salas, enquanto Viçosa, em Alagoas, celebrou a reabertura de um cinema que estava fechado há 30 anos.” Gostei porque nunca tinha ido ao cinema e essa foi uma oportunidade de conhecer. Fiquei impressionada com o tamanho da tela”, comemora a mineira Laurinda Amaral, dona de casa.
Um dos pontos mais notáveis desse crescimento é o aumento do número de espectadores de produções brasileiras, que dobrou em relação ao ano anterior. Em 2024, 121 milhões de pessoas frequentaram as salas de cinema, com destaque para o filme de Walter Salles, ‘Ainda Estou Aqui’, estrelado por Fernanda Torres, que conquistou o ‘Globo de Ouro’ na categoria de ‘Melhor Atriz em Drama’. Essa conquista não apenas ressalta a qualidade das produções nacionais, mas também atrai mais atenção e público para o cinema brasileiro. Com essa tendência, espera-se que o cinema brasileiro continue a se desenvolver e a conquistar novos espaços nas telonas.
“Embora o crescimento no número de salas e de espectadores seja animador, é fundamental abordar as barreiras que ainda existem para garantir que mais pessoas tenham acesso ao cinema e possam desfrutar das experiências que ele oferece. A inclusão e a diversidade são essenciais para fortalecer a cultura cinematográfica no Brasil”, pontua Leandro Esteves Riveiro, estudante de Cinema.



