Somos seres que procuram associações, reconhecimentos e significados. No que se refere às associações, sempre buscamos relacionar o que possuímos com aquilo que desejamos aprender.
Por Eduardo Cartier | Mídia Oficial | Foto: Reprodução Melancolia Edvard Munch
Alguma coisa no sentido de: o que tenho internalizado em mim, que se aproxima daquilo que estou sendo apresentado? De igual forma, o reconhecimento nos convida a viajar na esteira do prévia ou parcialmente habitável em mim. E com isto, a aprendizagem se torna mais relevante. Há de se pensar no contexto do significado, pois este dá sentido às coisas, e nos aproxima da compreensão daquilo que fazemos.
Poder-se-ia pensar, exclusivamente, no campo do movimento; aquele esportivo. Todavia não! Se refere a tudo. Afinal tudo é motor. Nossas necessidades são motoras. Pasmem; pensar é motor! Pois, existem movimentos não observáveis na esfera interna do nosso organismo. Claro que involuntários, por vezes, mas a materialização do pensar exige se colocar no lugar ou tempo que deseja percorrer. Não polua sua mente fantasiando ser melhor naquilo que te oferecem. Seja resoluto nisto, compreensivo e aproveite a oportunidade para descobrir novas habilidades. O mundo precisa de pessoas mais completas e mais perspicazes. Aumente sua potencialidade se permitindo ser melhor em todo o momento. Assim avançamos em desenvolvimento!
Temos a ciência que o movimento é o todo e para tudo. Nele percebemos “modus operandi”, hábitos, mecanismos de defesa, entre outras tantas percepções. Contudo, e na consciência que estabelecemos contextos, significados e compreensões. De uma maneira mais simples podemos refletir: sou informado de algo, certo, tenho a ciência do fato. Ter consciência significa que este fato está veiculado no tempo, em algum lugar, pode estar frio ou quente e assim preciso gerenciar minha roupa, se eu vou de carro ou ônibus e assim se sucede. Contextualizo e sigo em frente.
Se partilhar desta teorização existe um cenário exposto ao qual repetir é componente basilar no processo de apreensão do conhecimento. De maneira orgânica e, posteriormente, mecânica tendemos à busca do equilíbrio, portanto, da homeostase e da zona de conforto. Neste sentido, para criar outros ou novos padrões necessita-se permissão intrapessoal para acessar outros espaços. E aí reside a questão. Estamos dispostos para buscar novas padronizações? Elaborar novos conceitos? Pois bem, que consigamos em boa consciência a permissão para ser ou fazer algo de significância mundana. Assim vamos rumo a novos padrões de vivência.
Aprendi com o tempo que ao adquirir algum “status” queremos permanecer nele; ou no mínimo andar acima deste. Que pena! Pois, perdemos a oportunidade de viver ou conhecer novos espaços, ao qual estão ali para ser habitados e não nos permitimos. Entendemos, muitas vezes, que são espaços inferiores. Ledo engano!!! São espaços de aprendizagem onde podemos, o tempo todo, recorrer, ressignificar e apreender. Faça aquilo que precisa fazer dentro daquilo que deseja e dependa de você. O que está dentro de suas possibilidades é, exatamente, aquilo que pode controlar. Portanto, se trata de potencializar e aumentar suas possibilidades. Potencialize!
Eduardo Cartier é professor de Educação Física. Psicopedagogo; Mestre em Desenvolvimento Regional; Doutor em Ciência da Cultura Física.



