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Dream Life in Paris

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Deise Nunes: o legado da primeira negra a ser coroada Miss Brasil

Por Fellipe Cartier | Mídia Oficial | Fotos: Arquivo pessoal

Primeira negra a fazer história triplamente: por em 1986 o Brasil escolher a mulher mais bela do país;  por representar o Rio Grande do Sul; e consequentemente, por ser a primeira negra brasileira a disputar o Miss Universo

Deise, significa “margarida” ou “olho do dia”, uma flor que simboliza pureza, renovação e luz; Ela é bem isso – solar, leve, alegre… traz o real conceito do que é ser elegante. Sem forçar, sem ser piegas e de um carisma que impressiona. Antes mesmo de chegar no estrelato, ela passou por situações vexatórias, racistas e de ofensas diretas, como por exemplo: atraso no resultado de um concurso que ela havia ganhado, mas não queriam lhe dar a faixa,  exclusão de seletiva de modelos quando já estava na seletiva (na frente de todos os colegas), questionamentos indignados de sua condição  X representatividade e por aí vai. Tudo por quê? Pela cor de sua pele. Ela passou por essas adversidades com a grandeza de sua sapiência (desculpe o pleonasmo, mas é proposital). Aliás, há uma máxima na literatura da moda, que afirma que ser elegante e chique é ser simples e educado. Deise é exatamente isso! Sempre carregou consigo não apenas a beleza que a fez brilhar nos concursos, mas também um forte senso de identidade e consciência social. Qualidades que vem de berço, afinal sua mãe Ana Maria, a criou sozinha e foi (e continua sendo) sua maior inspiração. Natural de Porto Alegre, casada com o empresário Lair Ferst (67) com quem teve os filhos Pedro (33) e Julia (31), Deise começou sua carreira de modelo desde os 14 anos. Dali em diante seu compromisso com as questões gaúchas foi determinante e vai além do orgulho por suas raízes: ela reflete (conscientemente) sobre a cultura local e suas agruras, as tradições e a dificuldade da equidade social, a construção da identidade negra que ainda enfrenta desafios históricos no seu Estado. Como empresária, palestrante e comunicadora, Deise segue inspirando novas gerações, provando que a verdadeira coroa de uma Miss está na sua capacidade de transformar e influenciar positivamente a sociedade. Basta ver na entrevista que se segue, onde ela pontua: os desafios para a situação das mulheres, as problematizações de representatividades no carnaval, a sua relação com seu time do coração – O Sport Club Internacional, o seu empreendimento atual, a sua vida e o seu lado humano. Mais do que um ícone da beleza, Deise Nunes é uma voz ativa na valorização da diversidade e na luta por maior representatividade. Com vocês, minha conterrânea e amiga – Deise Nunes Ferst! Apreciem ! 

 

FELLIPE – Quando vieste ao mundo, Ana Maria Nunes – sua mãe – trabalhava como empregada doméstica. Quais foram os desafios enfrentados por ela que a criou sozinha? Como foi sua infância e juventude?

DEISE – É… minha mãe foi uma mãe solo. Quando eu nasci… ela teve vários desafios, claro! Mas também ela teve ajuda dos padrinhos dela. Foi com quem ela se criou basicamente… praticamente com esses padrinhos. Então esses padrinhos ajudaram muito a me criar também. Já a minha infância foi muito feliz! Nós morávamos num bairro chamado Petrópolis (Porto Alegre) e ali nós tínhamos vizinhos maravilhosos, pessoas muito queridas. Eu tinha amigos, brincava na rua. Foi uma infância muito feliz! Lembro da minha infância com muita alegria, sabe?! E minha juventude também foi no mesmo bairro. Eu estudava em um colégio próximo. Comecei estudando em um colégio estadual e aí depois consegui meia bolsa… minha mãe conseguiu com uma deputada estadual, meia bolsa para uma escola particular… que o ensino era melhor. Fui para essa escola na quarta série, mas eu ia para a escola a pé. Não era tão longe da minha casa e comecei a trabalhar, na verdade, aos 14 anos como modelo. Comecei minha carreira de modelo aos 14 anos. Então era assim: estudava, modelava, modelava, estudava. Posso dizer que não tinha grandes facilidades obviamente, porque o dinheiro era escasso, mas nunca me faltou nada. Então eu não tenho nada que me queixar da minha juventude. 

FELLIPE – No livro de sua mãe “Do tanque a Paris”(1988), pela Editora Gráfica Serrana, ela relata episódios que tiveram que passar. Quais os que você pontuaria? 

DEISE – Olha… os episódios que eu pontuaria foram os primeiros que sofri discriminação racial, que eu senti na pele: primeiro foi depois que eu ganhei o “Rainha das Piscinas”, que era um concurso muito importante no estado do Rio Grande do Sul e pela primeira uma negra participava de um concurso e vencia o mesmo. Ali eu tive o desprazer de ouvir duas pessoas conversando na rua e uma delas disse: “No meio de tantas loiras foi ganhar justo uma negra”. Tipo assim:  a única que tinha lá , que não tinha que ganhar, ganhou. Ela quis dizer isso. E depois foi em uma seleção de um trabalho como modelo, eu estava nessa seleção e o produtor chegou, explicou como seria o trabalho… que ia ser um desfile de modas. Aí ele chamou todos os modelos que estavam ali para passar para uma outra sala, que ele gostaria de separar os modelos por altura. Quando eu me levantei da onde estava sentada disse que eu não iria passar pela aquela sala. Perguntei: “mas eu não porquê? Por que eu não posso ir para essa sala já que você está chamando todos os modelos que estão aqui?”. Ele disse: “por que os proprietários da marca não querem negros no desfile”. Ali foi uma coisa que me deu um baque! Mas consegui responder. Ele era um produtor que vinha de Santa Catarina. A empresa era Catarinense. E ali eu consegui responder para ele com classe e elegância, claro! Não fui grosseira, mas eu disse para ele: “olha… da próxima vez que fores fazer uma seleção em outro Estado e tu contratares uma agência, tu fala o perfil de modelos que vocês querem trabalhar. Por que se tu tivesse dito o perfil, hoje eu não estaria nessa seleção”. Aí eu saí. Lembro também que nesse mesmo momento, dois colegas meus, dois modelos homens, também saíram. Desistiram de fazer o desfile porque eles acharam um absurdo o que o cara falou. Mas enfim… foram esses episódios que mais me marcaram. 

FELLIPE – Sei que sua relação com o Sport Club Internacional vem de décadas. O clube mudou sua vida! Como começou esse ‘casamento’?

DEISE – Esse casamento começou desde a minha infância. Eu sou colorada desde sempre. Mas a gente estreitou relações, digamos assim, em 1984 quando então eu fui convidada para ser a “Rainha das Piscinas do Sport Club Internacional” e, consequentemente, representar o clube no concurso chamado “Rainha das Piscinas”. Então ali que nós estreitamos os laços e hoje, com muito orgulho, eu sou consulesa cultural do Sport Club Internacional. 

FELLIPE – Você representou o Rio Grande do Sul e acabou vencendo o Miss Brasil 1986 – a primeira negra a ocupar o posto. Feito duplo, na verdade, tanto para o Estado como para o país. Como você avalia essa representatividade, até porque ‘vendem’ a ideia de que a colonização do RS foi legitimada por alemães e italianos? 

DEISE – Sem dúvida a minha vitória como Miss Rio Grande do Sul foi um feito. Principalmente por representar um estado colonizado por alemães e italianos, mas não somente por alemães e italianos, o estado do Rio Grande do Sul  tem todas as etnias, né?! . Mas…temos grande parte da etnia italiana e da etnia alemã. E depois chegar no Miss Brasil representando esse Estado… porque eu me lembro nitidamente quando eu cheguei em São Paulo para começar o confinamento, na época o Silvio Santos anunciava a chegada das misses no hotel que as misses ficariam…Aí quando nós chegamos no hotel tinha bastante gente na frente para recepcionar as misses, para vê-las de perto. Aí um cara parou na minha frente e ficou me olhando. Olhava para mim, olhava para a minha faixa. Ele não estava entendendo muito bem como é que uma negra estava ali representando o Rio Grande do Sul – o estado mais ao sul do Brasil. Aí ele olhou para mim e disse: “mas o Rio Grande do Sul?”. Aí eu disse: “É o que está escrito na faixa”. Ele respondeu: “eu acho que você não nasceu lá. Você deve ter nascido no Rio de Janeiro, Pernambuco, Salvador…” Eu disse: “não. Eu sou nascida em Porto Alegre. Sou gaúcha raiz, como se diz!” Aí ele ficou me olhando. Assim como a grande maioria das pessoas acharam inusitado, obviamente. Uma negra representar um estado tão branco como dizem. Mas o Rio Grande do Sul não é tão branco como as pessoas imaginam. Aí eu disse para ele: “olha… tu deve tá achando estranho, obviamente, eu representar o Rio Grande do Sul, mas eu estou aqui justamente para provar que meu estado existem negros. Não somente brancos”. Então eu acho que foi um marco, um divisor de águas e eu me sinto muito orgulhosa de ter sido a primeira a desbravar, a ganhar um título importante nacionalmente, representar o Brasil que é tão miscigenado no Miss Universo. Para mim foi uma grande honra.     

FELLIPE – De acordo com a 10ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada no ano passado, pelo Instituto DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), o Rio Grande do Sul apresenta índices menores de feminicídio que a média nacional.  O levantamento, afirma ainda que o Brasil é um país muito machista. Em relação a esse assunto, como você avalia o papel das mulheres em um país machista como o nosso? O que mudou (ou está mudando)? A que se deve esse índice para as gaúchas?

DEISE – Infelizmente ainda vivemos em um país muito machista. E o estado do Rio Grande do Sul não fica atrás – é um estado machista também. Eu te confesso que eu nem sabia que o meu Estado tinha o menor índice de feminicídio. Graças a Deus! Fico bem feliz! Eu acho que isso se deve ao posicionamento da mulher. Muitas coisas mudaram: antigamente as mulheres ficavam em casa. Só cuidavam da casa… Só não né? Cuidar de casa é um trabalho que não termina nunca, todos os dias tu tem coisa para fazer. Então assim… As mulheres ficavam em casa, cuidavam das suas roupas, da alimentação, dos filhos e isso, obviamente, mudou. Mudou porque hoje a mulher sai para trabalhar, A mulher trabalha tanto quanto o homem e até, muitas vezes, mais. Hoje a gente vê aí no Brasil que as mulheres estão em maior número, como chefes de família. Isso mudou em função da mulher sair de casa para trabalhar, da mulher se colocar no mercado de trabalho e mudou também pela força da mulher. A mulher é um Ser muito forte! Por que nós temos algo que homem nenhum tem: nós podemos gerar filhos. A gente carrega esse filho por nove meses na barriga, a gente cria, educa, a gente forma um Ser capaz. Então assim… Graças a Deus essas coisas mudaram! É claro que existe muito pra avançar, a gente vê a toda hora tem uma notícia de feminicídio. O que eu entendo hoje é que parece que as pessoas estão adoecendo por que elas se acham donas uma das outras. Ninguém é dono de ninguém! Se o relacionamento não está bom e a pessoa quer terminar, ela tem todo o direito. Agora ela não tem o direito de viver ameaçada. Ela não pode viver ameaçada! Como acontece muito hoje em dia. Então muitas vezes a mulher tem a medida protetiva dentro da bolsa, o cara não pode se aproximar dela não sei quantos metros e o cara vai lá e mata essa mulher. “Ah porque ela não quis ficar comigo; ahhh por que ela me abandonou; ahhh por que…” Ah gente, ninguém é obrigado a ficar com ninguém, se não quer! Foi bom enquanto durou? Foi bom enquanto durou mas terminou. As pessoas precisam entender isso. Mas na medida que passa as mentes estão cada vez mais doentias. Isso é assustador! Assustador! Mas a mulher consegue mudar essas coisas. Basta ela querer mudar. Quando ela quer mudar, ela muda. Ela faz todo um movimento… eu sempre digo: a mulher quando ela quer mudar,  muda toda uma sociedade, muda o que está a sua volta. Uma mulher guerreira é sempre inspiradora! Uma mulher que mostra que é possível fazer o que a gente quer, quando quer, na hora que quer. Isso mudou muito. A mulher mudou muito. Ela deixou de ser submissa pra ser dona da sua própria história. 

FELLIPE – Como surgiu a ideia de sua Escola de Modelos em Porto Alegre? Foi sua estreia como empresária ou teria outros empreendimentos?

DEISE A Deise Nunes Escola de Modelos surgiu depois que fui contratada por uma produtora em Porto Alegre para dar um curso de modelo dentro dessa produtora. Na verdade eles queriam que eu desse uma aula, né! Mas aí… primeiro que eu cheguei e conversei com eles, eu disse: ‘olha… eu nunca dei aula e eu não sei se eu sei fazer isso… esse ofício aí, de ensinar. Eu sei desfilar, eu sei posar, mas ensinar eu não sei se eu sei. A gente pode fazer um teste. Um curso de modelo não é só passarela. Eu não posso ficar aqui dando só aula de passarela, tem outros modos que são importantes”. Enfim… montei o tal do curso dentro dessa produtora e fiquei um ano dando aulas. Cheguei a ter dez turmas abertas, com aulas de terça a sábado, de manhã e à tarde. Aí algumas coisas que eu vi nessa produtora que não me agradaram e eu acabei saindo. Eu tinha dito para mim mesmo que não queria mais trabalhar com isso. Mas aí os amigos né?! Os amigos começaram: “tá mas agora tu montou o curso nessa produtora, porque tu não monta uma escola pra ti? Tu tem um nome, tu tem isso, tu tem aquilo…” Aí eu levei dois anos ainda para montar essa escola. Aí eu disse: “quer saber, eu acho que é isso mesmo. O ‘não’ eu já tenho, vamos atrás do ‘sim’!”. E foi assim que surgiu a Deise Nunes Escola de Modelos. 

Desfile da Escola de Samba União da Ilha – Sambódromo da Marquês de Sapucaí, 1994

FELLIPE – Em relação às Escolas de Samba, existe um movimento nas redes sociais que incentiva mulheres das próprias comunidades a ocuparem cargos de visibilidade. Qual a sua opinião sobre isso?

DEISE – Eu fui, por 16 anos, rainha de bateria da União da Ilha do Governador. Uma gaúcha no carnaval carioca. Fiquei por 16 anos e honrei com muito amor, muito carinho, muito afeto e muito respeito a escola insulana, a escola tricolor. Eu me lembro quando eu saí… quando me aposentei como rainha de bateria, eu cheguei a falar com o pessoal da escola: “eu acho que vocês tinham que fazer um concurso interno para escolher ou escolham uma rainha da comunidade”. Que eu acho extremamente importante; elas vivem ali; elas sabem do que a comunidade precisa. Então eu acho muito bacana isso! É um resgate importantíssimo para a comunidade: importante para a escola, importante para essa rainha que vai reinar à frente da bateria. Gosto muito desse movimento! Acho que tem que ser feito sim. Eu sei que é um lugar de destaque, eu sei que a escola muitas vezes busca pessoas conhecidas, obviamente, para chamar mais atenção da imprensa, do público… mas eu acho que nada como uma rainha da comunidade, sabe? Eu acho muito bacana esse movimento! Eu mesmo dei essa ideia na União da Ilha.  

FELLIPE – São 71 anos do Miss Brasil e fazendo um panorama do concurso, o que mudou da sua época para cá? 

DEISE – Ah, muitas coisas mudaram dentro dos concursos de beleza! Muitas coisas! Primeiro que hoje nós temos uma enormidade de franquias. A gente deve ter, por ano, oito ou nove Miss Brasil. Cada franquia faz o seu concurso e elege a sua miss Brasil. Então nós temos aí muitas franquias. Antigamente, quais eram as franquias? Era Miss Universo, Miss Mundo e o Miss Beleza Internacional. Eram esses os concursos que ouvíamos falar. E claro que o (Miss) Universo ele nos chamou muito mais atenção até porque tivemos duas brasileiras eleitas Miss Universo na década de 60: em 1963 foi a Eda Maria Vargas – a gaúcha e em 1968, ano que eu nasci, tivemos Martha Vasconcellos – uma baiana. Tivemos só esses dois títulos. Interessantíssimo isso que os dois foram na década de 60. Claro que mudou muita coisa: antigamente existiam medidas, que a gente devia seguir, ou que pelo menos ter, ou se aproximar… que era:  90cm de busto, 60cm de cintura, 90cm de quadril. Hoje não existe mais isso, essas medidas foram para o espaço, nem existe uma harmonia corporal, que eu acho muito mais interessante. Outra coisa que não existia na minha época era essa questão de procedimentos… cirurgias plásticas não existiam. Não é que não existissem, é que as brasileiras não faziam. As venezuelanas já tinham uma escola de misses lá, então elas se preparavam diferente da gente, mas naquela época, uma menina de 18 anos não pensava em fazer cirurgia plástica. Não tinha nem o porquê, pois estava no frescor da juventude. Era algo inimaginável uma menina fazer uma cirurgia plástica para um concurso de beleza. Outra coisa que mudou também é a idade, na minha época era de 18 a 24 anos. Hoje é de 18 e se perde de vista. Hoje uma mulher de 60 anos, se quiser participar, pode participar,… de 70 anos – pode participar. Não tem problema nenhum. Isso também mudou. No (Miss) Universo, por que nas outras franquias ainda existe uma limitação de idade. E o que mais mudou, eu acredito, é que o concurso… e todo mundo fala comigo… quando fala comigo… quando se refere a concurso de beleza, quando relembra os concursos antigos… as pessoas falam muito da falta do glamour. Hoje as coisas são tudo muito rápidas, as pessoas não tem mais tempo de ficar 3h na frente da televisão para assistir o concurso de beleza. Tudo é muito corrido, os desfiles são mais rápidos, tanto o desfile de traje de banho como o desfile do traje de noite, então é tudo mais rápido. O caminhar também mudou bastante… teve várias mudanças. Eu sou adepta às mudanças desde que não interfiram na essência do concurso.   

FELLIPE – Quem é Deise Nunes Ferst e como é seu dia a dia?

DEISE – A Deise Nunes Ferst é uma pessoa alegre, uma mulher que vai fazer 57 anos, já é avó de uma neta que vai fazer 8 anos, mãe de um casal de filhos, casada… Uma mulher alegre, de bem com a vida, gosta de ir a academia, gosta de cuidar de si mesma, cuidar do seu corpo, do seu rosto… “procuro me alimentar da melhor maneira possível, não sou radical, não faço desafios de dietas mirabolantes, mas hoje em dia eu sou uma pessoa mais light, mais tranquila… Tenho me aceitado por que as coisas mudam, o corpo muda. Já entrei na menopausa então o corpo mudou e eu aceito isso porque é a lei da vida. Sempre digo: as pessoas não querem envelhecer, elas tem que morrer cedo. Eu vou viver até quando Deus quiser e permitir, com saúde de preferência”. Então é isso.. a Deise é uma mulher agitada, uma mulher que gosta de novidades, uma mulher que gosta de conversar, uma mulher que gosta de fazer novas amizades… é uma mulher que gosta de gente, gosta de contar histórias e que também gosta de contar a sua história. Então é essa a Deise Nunes Ferst. 

FELLIPE – “Se está na Mídia, é Oficial”, o que você oficializa aqui?

DEISE – Eu oficializo que eu sou uma pessoa que faço muito voluntariado. Acho que poucas pessoas sabem disso. Eu sou uma pessoa que não divulga muito também, mas é algo que eu gosto muito de fazer, é algo que me dá prazer, é algo que me deixa muito feliz é sempre poder ajudar o próximo, estender a mão… é poder dar uma palavra de carinho, é poder dar um abraço para aconchegar alguém, é poder distribuir afeto pras pessoas. Isso é uma coisa que me deixa muito, mais muito feliz mesmo! Por que sempre digo que o voluntariado… claro que a pessoa que recebe esse carinho, a pessoa que recebe doações, lógico que ela fica mais feliz,mas acho que essa felicidade é muito maior para quem consegue fazer isso; Para quem consegue disponibilizar do seu tempo, do seu dia, uma hora, duas horas, meio dia, o dia inteiro muitas vezes para ajudar o próximo. Isso é muito maravilhoso! Isso é muito bacana! Eu gosto muito dos trabalhos que eu faço. O ano passado eu fui convidada para ser embaixadora de uma ONG (Organização Não Governamental ), chamada Kinder Início | Kinder Centro de Integração da Criança Especial que trata de pessoas com deficiência. É muito prazeroso estar ajudando, poder divulgar isso, esse trabalho, que são pessoas que se doam muito para que as coisas aconteçam. É muito bom poder oficializar aqui o meu lado voluntário de ser que me deixa cada vez mais feliz.  

Para mais informações acesse: 

Instagram:@nunesdeise  @deise.nunesescolademodelos

Fellipe Cartier é jornalista, ator e diretor

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