Por Fellipe Cartier | Mídia Oficial | Foto: Bandeira Científica
A Bandeira Científica é uma entidade acadêmica da Universidade de São Paulo criada em 1957 que promove expedições de saúde pelo Brasil.
O Bandeira Científica é um projeto de extensão em saúde da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em que dialoga com o Sistema Público de Saúde. Estudantes têm a oportunidade de praticar a medicina através do atendimento a comunidades vulneráveis e isoladas. A ideia é colocar o aluno num contexto diferente daquele visto nos hospitais e por isso o projeto é executado por meio de expedições anuais que levam os estudantes para as mais diversas regiões do País.
“Agora, estamos com um projeto pioneiro de promover saúde humanitária de forma científica para construir políticas públicas de saúde baseadas em evidência. Aliás, até a divulgação sobre o que é saúde humanitária (o braço dos sistemas de saúde para catástrofes climáticas e humanitárias, além de comunidades vulneráveis e isoladas) é algo recente e que estamos promovendo”, pontua Pedro Docema, presidente da Bandeira Científica.
Um dos principais valores do projeto é a sustentabilidade e está baseado no tripé – educação, assistência e pesquisa. Os integrantes compreendem a saúde como um bem coletivo e para isso promovem atividades interdisciplinares com grupos populacionais específicos de promoção da saúde e educação em saúde, tais como: palestras, atividades lúdicas, campanhas de conscientização e arrecadação, em várias formas de atividades de integração com a população local.
Em julho de 2024 a equipe do projeto foi até o Rio Grande do Sul para atender as vítimas das enchentes. Nela realizaram uma ação emergencial com 20 médicos e alunos de medicina. Também realizaram expedições no Pará, no Xingu, no Iguape e na Ilha Comprida, litoral sul do estado de São Paulo. O objetivo das ações é oferecer atendimentos em mais de 14 especialidades médicas e odontológicas. Sendo que todas as observações de campo e os dados coletados servem de fonte para inúmeros artigos científicos, principalmente nas áreas de microbiologia e parasitologia. Posteriormente, produzem um relatório técnico em que analisam a situação do município contemplado sob a perspectiva da saúde coletiva.
Para esse ano o planejamento é irem à Ilha de Marajó. “Alinharemos o projeto como uma ação para o fortalecimento da COP-30, que ocorrerá em Belém do Pará e pretendemos dialogar com a Frente Parlamentar”, diz Docema.
Nesses 68 anos já foram realizadas 37 expedições, aproximadamente 3.600 participantes, 2.180 ultrassons e mais de 83 mil atendimentos em diversas áreas da saúde.
Para mais informações acesse: www.bandeiracientifica.com.br



